Historia do CEP e plataforma
O nome Plataforma teria surgido por conta da existência de uma "plataforma flutuante", que fazia a travessia Plataforma - Ribeira, na época em que outros meios de transporte, como ônibus e trem, eram precários ou não existiam.
Plataforma era uma fazenda do marinheiro português Antônio de Oliveira Carvalhal. A data de nascimento do bairro é de 16 de abril de 1638, dia em que o príncipe holandês, Maurício de Nassau, desembarcou na praia. O local onde hoje é o bairro de Plataforma foi, em 1638, de acordo com Serpa (2001), a porta de entrada para a invasão holandesa na cidade de Salvador. Mais tarde, nos embates pela Independência da Bahia, em 1823, o local também foi usado pelos portugueses como via de comunicação entre o norte, o centro e a capital baiana, através da "Estrada das Boiadas", atualmente chamada de "Rua 8 de Novembro".
Em 1850, a implantação da estrada de ferro Calçada-Paripe deu início à expansão urbana rumo ao subúrbio ferroviário, sendo construída em Plataforma a Estação de Trem Almeida Brandão.
Em 1851, o fazendeiro Almeida Brandão constrói uma usina que, 9 anos depois, seria transformada na Fábrica São Braz. Outra fábrica que compõe a história de Plataforma é a União Fabril dos Fiais, mais conhecida como União Fabril, de propriedade da família Marins Catarino, a fábrica contribuiu para o povoamento do local até o século XX.
A linha férrea, no seu período de auge, trouxe muitos benefícios à população do bairro – como o abastecimento da feira local com mercadorias que vinham do interior, a chegada da iluminação elétrica, a presença do transporte público e a instalação da fábrica de tecidos São Brás –, que proporcionaram o povoamento do bairro de Plataforma e a formação da Vila Operária. Todavia, o deslocamento da produção fabril para o sudeste, no final do século XIX, e a descoberta do petróleo, em meados do século XX, mudaram os rumos dos investimentos e do processo de produção no país, conduzindo ao fechamento da fábrica São Brás em 1959.
Com o fechamento da fábrica em 1959, o bairro de Plataforma perde sua zona industrial, a região passa a favelar-se e sua população passa a viver da economia informal (mariscagem, pesca e outras atividades). Atualmente, Plataforma tem um grande contingente populacional, vivendo sua maioria no mercado de trabalho informal habitando, moradias acanhadas, estão um grande número de afro-descendentes. Possui características típicas de uma cidade do interior: casas residenciais próximas umas das outras, vizinhança muito conhecida e é bastante arborizado; mas também apresenta problemas de uma grande metrópole, tais como: grande número de favelas, carência de infra-estrutura adequada, falta de segurança e saúde, tráfico de drogas, violência, prostituição entre outros.
Como a população do bairro de Plataforma vinha aumentando bastante nos anos dois mil, e os colégios aqui existentes não estavam dando conta de atender a demanda de estudantes, boa parte destes eram obrigados a matricular-se em escolas do centro. Mas infelizmente, com o alto índice de desemprego e o aumento exorbitante das tarifas dos transportes, boa parte desses alunos abandonava a escola.
Observando o vazio nas escolas do centro, a Secretaria de Educação da Bahia (SEC) decidiu realizar uma pesquisa visando detectar a causa desse problema e, de forma emergencial, desenvolveu ação de combate, alugando prédios em locais onde a procura por vagas era grande. Foi nesse contexto surgiu um espaço abandonado pela antigo Centro Cenesista de Educação e Cultura (CENEC), onde passou a funcionar o Colégio Estadual Plataforma, localizado à rua Nova Brasília, nº 32, no bairro de Plataforma.
Como a população do bairro de Plataforma vinha aumentando bastante nos anos dois mil, e os colégios aqui existentes não estavam dando conta de atender a demanda de estudantes, boa parte destes eram obrigados a matricular-se em escolas do centro. Mas infelizmente, com o alto índice de desemprego e o aumento exorbitante das tarifas dos transportes, boa parte desses alunos abandonava a escola.
Observando o vazio nas escolas do centro, a Secretaria de Educação da Bahia (SEC) decidiu realizar uma pesquisa visando detectar a causa desse problema e, de forma emergencial, desenvolveu ação de combate, alugando prédios em locais onde a procura por vagas era grande. Foi nesse contexto surgiu um espaço abandonado pela antigo Centro Cenesista de Educação e Cultura (CENEC), onde passou a funcionar o Colégio Estadual Plataforma, localizado à rua Nova Brasília, nº 32, no bairro de Plataforma.
Referências:
SERPA, Ângelo (org). Fala Periferia! Uma reflexão sobre a produção do espaço periférico metropolitano. Salvador: EDUFBA, 2001.
http://www.vertentes.ufba.br/bairro-plataforma. Acesso em 04 de junho de 2017.
https://plataformadigital.wordpress.com/o-bairro/. Acesso em 04 de junho de 2017.
PPP. Projeto Político Pedagógico. Colégio Estadual Plataforma, Salvador, Ba, 2017.
PPP. Projeto Político Pedagógico. Colégio Estadual Plataforma, Salvador, Ba, 2017.





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